Revolução das Bicicletas

Hoje estava empolgado com a chegada próxima de minha nova velha magrela, na verdade uma belíssima Peugeout speed 1970, que estava meio sucateada num mercadinho de pulgas da minha cidade (que vale uma visita turística), e que levei no melhor bicicleteiro da paróquia para desmonta-la, jogar o que estava enferrujado, velho, torto, no lixo (reciclável, obviamente) e levar o quadro e o garfo para pintar.

Dada a empolgação e porque bimestralmente me encontro na Cidade Eterna para trabalhos, estava lendo os blogs sobre a Critical Mass em Roma, da qual um dia quero participar, e me deparei com um post sobre uma Ghost Bike em homenagem à Eva, uma bela ciclista italiana que foi atropelada por um Taxi.

Conheço as ruas e o trânsito romano, com seus inúmeros Táxis e Scooters gigantes disputando cada metro quadrado (inclusive as calçadas) de uma das mais belas e antigas cidades do mundo. Revelo que ao longo de 7 anos que venho e volto da capital italiana, venho me surpreendendo com a maior presença de bicicletas e ciclovias nas ruas da Urbe. A cada visita na cidade vejo mais senhores impecavelmente vestidos, montados em suas magrelas, e as belas romanas…

Paris também já tem suas bikes na rua. As pessoas utilizam tranquilamente esse belíssimo meio de transporte para ir ao trabalho, para dar um passeio, para se exercitar e muitas outras coisas.

Bike diante do Hôtel de Ville

Nas duas capitais européias as bikes já têm seu lugarzinho, ainda que disputem espaço com os desleais carros. Essas tremendas máquinas desperdiçadoras de energia, que pesam mais de uma tonelada e, em geral, nas grandes cidades, levam somente uma pessoa.

O lance é o seguinte, dear fellows, bike é o futuro! Primeiro, ela pesa pouquinho, só um tiquinho, e não ocupa espaço. É facinho estacionar e com um bom cadeado, você já tem sua bike protegida. Além disso, se roubarem, fora o valor sentimental, você não terá perdido o preço de um apartamento, como é um carro no Brasil.

Ela não polui, nem se o dono comer uma feijoada no dia anterior, e ainda colabora para queimar a feijoada e proteger o ciclista de futuras doenças coronárias. O que diminui o custo dos serviços de saúde no Brasil.

Não usa petróleo, o que contribui para que o Chávez não seja tão absolutista, e os caras parem de dar tiros no Oriente Médio. Já te prepara para o verão, queimando os malditos pneuzinhos que vêm pendurados na tua cinturinha. Pode pedalar ouvindo um sonzinho, ainda que não seja tão recomendável (no carro, o foninho dá multa, galerinha).

Ah, e tem magrela pra fashionista nenhum botar defeito. Para os equilibristas e acostumados, tem as “rodas fixas”, para os saudosistas, até a Caloi relançou a famosa Caloi 10, tem Mountain Bikes e Speeds para todos os gostos. Você também compra bikes totalmente urbanas e preparadas para a cidade. Existem até as lindinhas dobráveis, que você pode levar e colocar embaixo de sua mesa de trabalho, sem medo que alguém a leve embora, se deixar presa no poste.

Então, o lance é esse, compre uma bike sob medida (importante isso), ponha o capacete pra proteger o cabeção, use uma luvinha pra não ficar com calos e se cair, ficar sem ralado na palma das mãos, coloque luzinhas (vermelha atrás e branquinha na frente), para ser visto pelos veículos. Cuidado ao passar ao lado de carros parados, pois uma porta pode sempre se abrir. Não ande colado na guia, pois pelo código de trânsito, você tem direito ao espaço do carro, caso não haja ciclovia ou ciclofaixa na via pública. E, por favor, não pedale na calçada. Isso é feio, falta de educação. Na hierarquia de importância das ruas, o ciclista é o segundo, logo após o pedestre, e procure pelos passeios ciclísticos de sua cidade e, na última sexta-feira de cada mês, participe na Critical Mass, que no Brasil chama-se Bicicletada (http://www.bicicletada.org/).

Vamos fazer nossa parte. Pois você pode até pensar: – Pô, mas eu sou só um!

E eu vou te dizer: – Isso mesmo, você é só um. Mas é só de um que precisamos.

Abraços e boas pedaladas.

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